26 de janeiro de 2011

Um kit de acendalhas...


Aqui fica uma ideia simples mas funcional de um kit duplo de acendalhas, leve e sempre útil! Basta usar juta encerada (embebida em cera) e um pedaço de madeira de pinho impregnada de resina (fatwood) e construir o conjunto que está nesta imagem!
A juta com a cera é uma excelente acendalha, e o pinho em pequenas lascas pega qualquer faísca produzida, por exemplo, por uma pederneira!

Várias utilidades para uma bandana ou 'buff'

Tenho a certeza que todos vós já ouviram falar das bandanas, também conhecidas pelo nome comercial, 'buff'.

E sabem para que serve aquele pedaço de tecido? Para aquecer e proteger do frio e do calor, claro! Mas essas são apenas algumas das utilidades de uma peça que pode fazer a diferença em campo.
Aqui ficam mais algumas sugestões...

1.para manter a cabeça quente em ambientes frios ou mantê-la fresca no verão (esta já todos conhecem, certo?);
2.pode ser usada como ligadura de emergência;
3.molhada com água fria e à volta do pescoço ajuda a proteger de golpes de calor;
4.pode ser usada como um guardanapo ou como toalha pequena;
5.para usar como pega ou para limpar louça;
6.para embrulhar equipamento na mochila evitando 'chocalhos';
7.saco para transportar mantimentos;
8.para tapar alimentos;
9.fogo e iluminação - pode ser usada para proteger as mãos numa tocha artesanal, ou pode ser usada com acendalha de emergência;
10.para proteger a cara do pó;
11.preso na parte de trás do boné protege a nuca dos raios solares;
12.para filtrar água;
13.para fazer uma bandeira de sinalização.

Como reparar um rasgão ou a perda de uma ilhós?

As ilhoses aparecem em muitas peças e equipamentos de campo, desde toldos a tendas e até nas velas de embarcações.
São excelentes quando funcionam, mas muitas vezes acabam por se soltar do tecido. A maior parte das pessoas acaba por substituir o item na totalidade ou espera que este resista por mais uma actividade. Mas se detectarmos este problema mais cedo é possível reparar e deixar praticamente como novo. Na realidade, melhor do que novo!



O truque é 'apanhar' o rasgão mais cedo, antes que a ilhós tenha saltado ou rasgado o tecido até à borda. Assim, a primeira sugestão é verificarmos sempre as ilhoses quando preparamos o material de campo. Devemos verificar se existem sinais de desgaste ou pequenos rasgões no tecido junto às ilhoses e se estas estão bem fixas.

Então o que fazer?
Estas técnicas podem ser aplicadas a qualquer tipo de tecido, desde sintéticos a naturais.

Passo 1: remover a ilhós antiga. Aqui pode surgir alguma dificuldade, mas com um alicate ou uma tesoura para cortar latão consegue-se retirar a ilhós. Apenas devemos ter cuidado para não rasgar ainda mais o tecido.

Passo 2: Avaliar o estrago e reparar. Se o orifício está ainda intacto e não se rasgou completamente até à borda do tecido, podemos simplesmente substituir a ilhós antiga por uma nova. Em campo, no entanto, poderemos não ter acesso ao material necessário. Nesse caso teremos que improvisar!



Podemos usar dois pedaço de pele (cabedal) como substituto da ilhós. Colocamos um pedaço de cada lado, fazendo uma 'sandes' com o tecido no meio. Cosemos o conjunto e fazemos um orifício no lugar da ilhós. Neste caso poderá ser necessário usar uma agulha para cabedal e linha própria, se este for muito grosso.

Outra alternativa é colocar uma anilha de metal de cada lado e coser à mão à volta das anilhas, usando uma linha de coser pele ou fio de kevlar. ATENÇÃO - devemos usar anilhas que não enferrugem pois a ferrugem irá, com o tempo, apodrecer o tecido (principalmente se for de fibras naturais).

Finalmente, podemos simplesmente coser à volta do orifício, fazendo uma 'casa de botão', como nas camisas e casacos. Este tipo de costura é bastante forte e tem sido utilizado há séculos, por exemplo, nas velas dos navios!



Portanto, o que fazer quando uma velha ilhós rasga até à borda do tecido e deixámos de ter um orifício intacto? A melhor solução é fazer um remendo suficientemente largo, de preferência do mesmo material, e cosê-lo por cima do antigo orifício. A costura deve ser forte, e podemos coser passando várias vezes para reforçar. Depois basta furar no lugar do orifício, colocar uma nova ilhós ou usar uma das técnicas anteriores.

Portanto, não deixes que uma ilhós te estrague o teu próximo acampamento ou saída à vela. É uma reparação bastante fácil e que na maior parte dos casos podemos reparar e tornar ainda mais resistente.



Devemos adquirir o hábito de ter sempre connosco um kit de costura para este tipo de emergências. É muito fácil, basta ter duas ou três agulhas mais fortes (por exemplo para coser pele) e dois ou três tipos de linha, sendo uma delas encerada e resistente. Se guardares tudo num pequeno tubo hermético, tens um kit de costura sempre pronto!

16 de dezembro de 2010

Pequeno fogão de emergência (e de bolso)

Este fogão não custa praticamente nada e não necessita de conhecimentos especiais. É uma adaptação das já famosas acendalhas de cartão e parafina!
Para o construires basta seguir as estas instruções.

Material necessário:

1 lata de graxa vazia
1 tesoura
1 pedaço de cartão canelado
1 vela de cera/parafina



Corta uma tira do cartão canelado com cerca de 2mm a mais de altura em relação à borda da lata e enrola numa espiral até teres um disco de cartão que preencha a lata e coloca dentro da mesma.



Depois acende a vela e deixa cair a cera/parafina sobre o cartão até este ficar bem ensopado. Confirma se a lata tem bastante cera/parafina com mostra a imagem.



Depois é só acender o teu fogão e cozinhar!



Para apagar basta colocares a tampa e deixar arrefecer. CUIDADO - A LATA ESTÁ MUITO QUENTE E PODE QUEIMAR AS MÃOS!



Ao fim de algum tempo o cartão começa a ficar quebradiço e é altura de o substituires com uma nova carga de cartão e nova cera/parafina.




Dica:
Podes ainda tornar o fogão mais eficiente protegendo o fogo do vento. Para isso basta usares uma lata de conservas (feijão, grão, etc.), que tenha um diâmetro maior que a caixa e fazer algo assim...

18 de novembro de 2010

Suporte para cozinhar natural...

Aqui fica uma proposta para testarem numa próxima actividade onde tenham autorização para fazer fogueiras.
A vantagem está em não ser necessário um fogão para apoiar o recipiente que queremos aquecer... e para tal basta um tripé feito com três hastes verdes!

20 de outubro de 2010

Já tens a tua pederneira?



As primeiras actividades em campo aproximam-se e com elas o prazer de cozinhar em campo ou o convívio ao redor da fogueira e uma chávena de chá na mão!
Mas nesta altura do ano a chuva faz-se presente e por vezes, quando queremos fazer uma fogueira, reparamos que os fósforos estão encharcados porque caíram na água ao desembarcar ou, simplesmente alguém os deixou à chuva!
A solução está na pederneira que mesmo depois de ter ficado debaixo de água continua a produzir excelentes faíscas para atear uma boa acendalha!
Aproveita e compra já a tua pederneira antes que esgotem!
Podes encomendar por aqui.
Agora mais barato... por apenas €6 e basta encomendar pelo agrupamento.

19 de outubro de 2010

CQ, CQ, CQ Jamboree on the Air, CR5APN calling and standing by... Parte II

Texto de Pedro Brito :: Imagens de João Fonseca



Terminou mais um JOTA!
Desta vez o local da nossa estação era fantástico, com uma vista magnífica sobre o Tejo - na Marina do Parque das Nações.
As montagens foram feitas durante o final da tarde de sexta-feira, dia 15, tendo sido instaladas, inicialmente duas antenas, um dipolo para os 80/40 metros e uma vertical para 0s 80/40/20 metros. Posteriormente seriam instaladas ainda mais duas antenas verticais para o digital e para VHF/UHF.
Estivemos presentes na abertura do JOTA, que teve início às 23H30 de sexta-feira, onde tentámos responder à chamada da nossa estação pela estação CR6JAM. Infelizmente não conseguimos chegar até Sta. Comba Dão, onde estava instalada a estação nacional!
No sábado, dia 16, abrimos a estação às 10H00 embora tenhamos tido poucos visitantes! Para além do Chefe Fernando Lima e do Pedro Jorge, apenas um Marinheiro passou por lá, o Lampreia! E mostrou-se bastante interessado pelos rádios, tendo feito algumas perguntas técnicas!
Tivemos ainda a visita de duas Equipas de Pioneiros do Agrupamento dos Prazeres que estavam a realizar um jogo que os obrigava a visitarem outras estações e contactarem a sua estação através das visitadas! Aproveitaram ainda para jogar o JOGO DO TAGARELA, tendo recebido um Diploma de participação.



Durante a tarde tivemos a visita da Alcateia Sta. Maria do Mar (em peso) que participou entusiasticamente no jogo, tendo sido transmitidas por rádio as mensagens que cada Bando escreveu. Ainda tiveram a oportunidade de fazer um desenho para o cartão de QSL e simularem um contacto via rádio através de PMR's. No final cada Lobito recebeu uma insígnia e um Diploma de participação.





Já ao final da tarde tivemos a visita da Comunidade Pêro d'Alenquer que aproveitou também para fazer algumas perguntas sobre rádio-escutismo.
Fomos também visitados pelo Miguel Menezes do Notícias do Parque que fez a reportagem sobre o JOTA e a estação CR5APN.

JOTA from M on Vimeo.



Efectuaram-se cerca de 25 contactos nacionais e 3 internacionais, sendo um deles o da estação HB9S do Bureau Mundial em Geneva, na Suíça, contactado pelo segundo ano consecutivo!
Foi pena não termos tido a visita da Flotilha e de mais Marinheiros que teriam tido uma excelente oportunidade educativa à luz do novo Sistema de Progressão!



Um agradecimento ao Jaime Guilherme (CT1ECT), ao António Diniz (CT2IMM) e ao António Galvão (CT1CDU) que embarcaram connosco em mais esta aventura. A eles e à A.R.V.M. os nossos melhores 73!

15 de outubro de 2010

Onde nos leva a Palavra...

"Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota"
Madre Teresa de Calcutá

Os Azuis do 1100 começaram já a juntar gotas neste vasto oceano que é a pobreza mundial. E porque mais do que uma palavra devemos fazer acções, através do Programa KIVA, um programa mundial que funciona através de pequenos empréstimos individuais, começámos por ajudar Artur Daniel Zucule, de Moçambique. Uma pequena quantia, 25 dólares, mas que somados a tantas outras pequenas contribuições, irão ajudar este pai de 3 filhos.



Artur Daniel Zucule nasceu na Província de Inhambane, sul de Moçambique é casado pai de 3 filhos de 3, 14 e 19anos todos vão a Escola. Fez a 10ª classe não continuou devido a falta de condições financeiras, vive na casa própria com sua família e sustenta 2 irmãos que vão a escola ajudando em material didático.

Saiu de Inhambane para o Distrito de Namaacha a procura de melhores condições de vida. Trabalha como assistente Administrativo dos registo civil e notariado, onde aufere um valor mensal de 2.600.00mt por mês que aplica nas despesas de casa e com ajuda da esposa que faz refeições no Mercado Informal consegue poupar algum valor e já iniciou a construção de uma residência mais condigna para a sua família.

Já teve empréstimo no Milenium BIM e pagou com muito sucesso. Conheceu a Hluvuku através de colegas, este é o seu quarto empréstimo no valor de 12.000.00mt com o qual pretende comprar material de construção (cimento, areia, pedra e outros) para dar continuidade com a construção da sua casa. Os anteriores empréstimos foram de 7.500.00, 8.500.00 e 10.000.00mt foram usados para a mesma finalidade.

Esta confiante que vai pagar sem nenhum problema e pedir um novo empréstimo para ajudar a sua mulher a melhorar os seus negócios.

Se quiseres saber mais sobre ele basta ires aqui.

29 de setembro de 2010

Um fazedor de acendalhas eficiente!



Nada como adaptar instrumentos antigos para novas funções!
Todos conhecemos o afia-lápis, também conhecido por apara-lápis ou simplesmente afia. E todos conhecemos a sua função, simples mas eficiente, sempre que o nosso lápis começa a ter a ponta gasta.
Aqui fica uma ideia para uma nova função deste pequeno instrumento que pode ser muito útil em campo - um 'fazedor' de acendalhas naturais!
Como? Muito simples! Basta arranjar um galho seco e da espessura de um lápis e toca a começar a afiar como se de um lápis se tratasse!
As aparas, que nos lápis vão para o lixo, em campo são excelentes acendalhas para começar uma fogueira!
Agora já sabem, vamos lá a procurar aquele afia velhinho que está lá para casa e guardar para experimentar no próximo acampamento!

23 de setembro de 2010

Chá de agulhas de pinheiro


Com a chegada do outono um dos maiores prazeres em campo é podermos sentar-nos ao final do dia frente a uma fogueira a beber um chá e a conversar.
E que tal um chá de agulhas de pinheiro? Nunca experimentaram? É muito fácil de fazer, reconforta o corpo quando está frio e para o inverno é uma excelente fonte de vitamina C.
Basta cortar as agulhas mais jovens dos pinheiros em pedaços pequenos e colocar numa cafeteira com água a ferver. Deixa-se em infusão durante 5-10 minutos e está pronto a servir! Podemos adoçar com açúcar ou com mel para quem gostar do chá mais doce! Se tiverem um limão também podem deitar umas gotas no chá para dar mais sabor.

21 de setembro de 2010

Como acabar com as picadas dos mosquitos em campo...

Estamos a começar mais um ano escutista, que se deseja cheio de novas aventuras em campo. Mas há sempre o problema dos mosquitos que nos estragam as noites à volta da fogueira, principalmente quando estamos acampados perto da água, o que no nosso caso é bastante frequente!
Aqui fica uma receita caseira e fácil de fazer. É eficaz, usa apenas produtos naturais e de fácil acesso. Da próxima vez que estiverem a planear o primeiro acampamento deste ano, não se esqueçam de comprar o seguinte:

1 pacote de cravinho (cravo da Índia)
1 frasco de álcool
1 frasco de óleo de amêndoas doces (ou óleo Johnson)

Depois é só mergulhar os cravinhos no álcool durante 48 horas. Coar (basta passar o álcool por um passador daqueles que usamos para o leite) e acrescentar cerca de 50 mL de óleo de amêndoas doces para hidratar a pele. E está pronto a usar.
Antes de aplicares deves agitar bem para misturar o óleo e o álcool.

13 de setembro de 2010

E tu, sabes fazer uma fogueira à chuva?


Ou construir um abrigo a partir do que a natureza nos dá? E fazer pão em campo?
Tudo isto são técnicas (muitas delas bastante simples) que estão ao alcance de todos nós, mas primeiro temos que aprender! É básico, certo?

Então conta-nos que técnicas gostavas de aprender? Ficam aqui alguns exemplos de técnicas que nos podem ser úteis em campo...

  • Construção de abrigos
  • Construção de fogueiras
  • Cozinha selvagem
  • Orientação
  • Técnicas de purificação de água

31 de agosto de 2010

Um saco-garrafa ou uma garrafa-saco?

Por vezes as soluções para alguns problemas são bastante simples!
Imaginem que vão para campo e precisam de levar alguns alimentos em pó mas não querem levar esses alimentos em sacos ou em caixas/garrafas de plástico.
Eis uma ideia prática e fácil de construir. Para tal basta um garrafa, um saco de plástico resistente e um elástico forte.


Começa por cortar o gargalo da garrafa deixando uns 2 cm para baixo da tampa.


É assim que deve ficar. Tenta cortar ao mais redondo possível para evitar arestas que rasguem o saco!


Agora pega no saco de plástico, no elástico e na tampa já cortada e aparada.


Coloca a tampa próximo da boca do saco, deixando uns 3-4 cm de margem e fecha com o elástico. Deves dar algumas voltas para que o elástico fique bem apertado à volta da tampa.


Depois é só cortar o excesso do saco de plástico (mas não cortes muito rente para o saco não passar o plástico).


E aqui tens o teu saco-garrafa ou será uma garrafa-saco?

Se o elástico estiver bem apertado podes até transportar água dentro do saco! E uma das vantagens deste tipo de recipiente é que podes reduzir o tamanho à medida que reduzes a quantidade do que transportares.

Um Peixe-Lua em terras do Uncle Sam

É verdade!
Estes 'azuis' são uns verdadeiros navegadores e andam por todos os cantos do Mundo.
Agora é a vez da nossa querida Peixe-Lua, que fez as malas (ou foi mesmo a mochila?) e partiu para os Estados Unidos da América durante um ano!
Vamos ter muitas saudades dela, mas tenho a certeza que quando ela voltar terá muitas histórias para nos contar.
Entretanto, podem ir seguindo esta aventura através do Facebook dela ou pelo blog que ela criou aqui.


Olha p'ra ela com um ar de Skipper!

30 de agosto de 2010

26 de agosto de 2010

Faca de Sobrevivência: o canivete Suíço Clássico?

Mais do que andar armado com facas de mato, o canivete suíço é uma ferramenta importante e faz parte do material dos escuteiros em todo o mundo! Eu ando sempre com um no bolso e muitas das vezes acabo por usar quando os meus colegas me pedem emprestado!
Quando entrei para os escuteiros existia uma prova que era a do canivete/faca e machado, que tinhamos que completar para podermos usar estas ferramentas. Hoje em dia tudo ficou mais fácil e acessível e há por aí muito escuteiro que nem sabe como usar um canivete.
Pode ser que este ano apareça um monográfico sobre este assunto!
Por agora fica um texto interessante, escrito por um escuteiro e instrutor de outros jovens escuteiros.

Adaptado da publicação de Leon Pantenburg (texto original)

Elk Lake, no estado do Oregon, nos Estados Unidos da América, é um dos principais lugares de fornecimento para caminhantes no Trilho Pacific Crest. Todos os anos, grupos de caminhantes tentam atravessar este trilho. Começam no México em Abril e vão chegando aos poucos a Elk Lake Resort a partir de Agosto. E têm que chegar à fronteira do Canadá antes das primeiras neves.


O canivete suíço Victorinox clássico da minha mulher. É uma boa escolha para acompanhar uma faca de sobrevivência.

Estava a almoçar no refúgio há dois anos e reparei numa rapariga sentada a uma mesa de piquenique. Ela estava a carregar a sua mochila para a próxima etapa do percurso. Abriu a sua caixa de mantimentos, cortou um pedaço de queijo, abriu vários pacotes grandes e cortou um atacador, tudo com seu minúsculo, canivete suíço. O canivete tinha sido a sua única faca durante quase três meses no trilho.
"É tudo o que você precisa," comentou. "Eu tenho que ir o mais leve possível e não carrego uma grama que não seja necessária".
Para os caminhantes que gostam de reduzir no peso, que percorrem longas distâncias com o equipamento mínimo, um canivete clássico pode ser uma escolha razoável. Numa pista como a Pacific Crest ou Appalachian, raramente estaremos isolados de outros caminhantes por muito tempo se precisarmos de ajuda.

Se estivermos numa caminhada de um dia com um grande grupo de caminhantes bem preparados, podemos nem precisar de usar uma faca. Mas, (perigo!!! PERIGO!!! ALERTA DE SENSO COMUM DE SOBREVIVÊNCIA!!!) isso não significa que não precisamos de uma faca. Se por algum acaso formos separados do grupo, estivermos fora do caminho, ou em alguma situação de sobrevivência podemos precisar desesperadamente de uma faca de sobrevivência.

Chamar faca de sobrevivência a um canivete clássico é um exagero, e eu nunca o levo como única ferramenta de sobrevivência. Mas não importa onde estou, ou o que estou a fazer, se é legal, eu tenho sempre um canivete clássico no bolso.
Na maioria dos países, não é socialmente inaceitável andar com uma faca de sobrevivência no dia-a-dia. Mas, um canivete clássico no bolso passa despercebido. (Não tentem entrar num avião ou num tribunal com ele, e em certos locais nocturnos como bares e discotecas)!

Se surgir uma emergência em ambiente urbano, em casa, na escola ou no escritório, talvez tudo o que possivelmente temos são as ferramentas de sobrevivência que transportamos diariamente. E eu prefiro ter um faca pequena, que nenhuma faca. Um canivete clássico pode ser uma parte importante do equipamento de sobrevivência.
Aqui está o que temos num canivete clássico:

A pinça melhor do mundo: O valor deste minúsculo utensílio é facilmente entendido quando temos uma lasca no dedo por andar a recolher lenha.
Palito: Remove os restos de alimentos dos dentes.
Tesoura: Ideal para cortar qualquer coisa. Já usei a minha em casamentos, no escritório, em acampamentos e para aparar pêlos faciais. Usei as minúsculas tesouras para cortar tubos de bicicleta, moleskin, fitas de pacotes, fita adesiva e adesivos.
Lâmina: A lâmina pode ser afiada facilmente e corta bem para seu tamanho e design. Em caso de emergência, a lâmina pequena provavelmente funcionará muito melhor do que um pedaço de vidro, garrafa de cerveja quebrada ou utensílio de corte improvisado de uma pedra.
Lima das unhas: Para uma manicure numa situação de sobrevivência? Na verdade, partir uma unha em campo e rapidamente damos valor a esta ferramenta para eliminar uma aresta irregular!
Baixo custo: um canivete clássico é barato. No Havaí, eu comprei um por US $ 12 e usei por uma semana. Ofereci-o no controlo de bagagem, quando embarcámos no avião para o continente. Numa promoção após o Natal num grande armazém, os canivetes clássicos estavam a US $ 3 cada. Comprei todos os que eles tinham.


Estes itens são leves, facilmente transportáveis e podem salvar a vida se estivermos feridos durante um passeio. Da esquerda para a direita: Aquece-mãos, telemóvel, lanterna, canivete Suíço clássico, pederneira, apito e acendalhas.

Aqui vai uma dica para adicionar mais uma ferramenta. Com um berbequim pequeno (tipo Dremel) podemos fazer um pequeno encaixe no final da lima das unhas para o parafuso das dobradiças dos óculos. Nunca inguém tem uma chave de fenda de óculos quando precisamos de uma!

No campo, dependendo do terreno e actividade, podemos ter várias facas diferentes que são usadas para tarefas específicas. Eu uso uma SRK Cold Steel como faca de sobrevivência geral e de caça.

Para regiões de montanha, pequena caça e limpar peixes; tarefas de acampamento tais como aguçar varas, barrar manteiga de amendoim, pelar batata e cortar cebolas e outras tarefas rotineiras, geralmente eu uso uma faca Frost Mora.
Para transportar todos os dias, no meu bolso ou no cinto, eu prefiro uma faca de espessura fina, duas camadas com várias ferramentas, tais como um canivete Suíço Tinker. Ocasionalmente, levo um multi-tool. O meu favorito ao longo dos últimos dez anos tem sido o Leatherman Wave.


A SRK Cold Steel (em cima) e faca Mora são boas escolhas para todo o tipo de uso. Combinado com um canivete clássico, podem fornecer um bom kit de ferramentas de sobrevivência.

Quando se trata de peso, o canivete clássico é o campeão leve. O Swiss Army Tinker pesa 2,5 onças (cerca de 70 gramas); uma Mora Frost também pesa cerca de 2,5 onças, 5 onças (142 gramas) com seis pés (cerca de 2 metros) de fita adesiva enrolado na bainha) e a SRK é 8 onças (226 gramas), com 2,5 onças de fita adesiva sobre a bainha.
Transportar um canivete clássico juntamente com qualquer destas facas maiores, e teremos um conjunto de multi-tool eficaz.



Desde 1991, Leon tem sido instrutor dos Boy Scout Tropa 18, em Bend, e é coordenador/instrutor de técnicas de bushcraft e sobrevivência no Fremont District.

21 de julho de 2010

JOTA 2010... CQ, CQ, CQ... CR5APN

Estamos a terminar mais um ano escutista, embora o 1100 ainda tenha a grande aventura que vai ser o ACAGRUP, este ano também conhecido por ACAGRUPIX (o tema principal será o Asterix).
No entanto, e para não ficar esquecido, venho lembrar-vos que o próximo ano, à semelhança dos anteriores, vai ter logo uma actividade internacional, para a qual estão todos convidados a participar - o Jamboree no Ar 2010 ou JOTA 2010 como é mais conhecido entre nós!
Será no terceiro fim-de-semana completo de Outubro, ou seja, das 00H00 do dia 16 de Outubro (noite de sexta-feira para sábado) até às 24H00 do dia 17 (noite de domingo).
Este ano será o 53º JOTA e terá como tema principal o "Direito a ser Ouvido", estando directamente relacionado com o 12º artigo da Convenção dos Direitos da Criança.
Para já deixo-vos com o logotipo internacional da actividade e espero encontrar-vos na nossa estação de rádio - CR5APN - durante a actividade. Haverá um programa preparado com provas e entrega da insígnia e respectivo diploma aos participantes!
Marca já na tua agenda e combina com os elementos do teu Bando/Tripulação/Equipagem/Companha uma visita e participação nesta actividade.

17 de fevereiro de 2010

Quaresma 2010

Entramos hoje no tempo quaresmal, tempo de preparação da ressurreição de Jesus, tempo de conversão, tempo em que nos aproximarmos de Cristo. Palavras como crise, pobreza, insucesso, falta de esperança, injustiça a vários níveis, económicos, políticos sociais, entram no nosso dia a dia. Quaresma é também tempo de esperança, esperança que tem de ser mostrada e que tem de vencer as vertentes negativas que nos acompanham diariamente. Se o papel do cristão é importante e de responsabilidade, o papel do escuteiro cristão é de responsabilidade acrescida.

Nós como escuteiros católicos temos uma responsabilidade dobrada: responsabilidade enquanto escuteiros e enquanto católicos. A nossa presença na sociedade tem de ser uma presença onde a justiça prevaleça, que faca crescer uma sociedade mais forte em valores humanos e cristãos e por conseguinte uma sociedade mais justa. Este tempo de quaresma serve também para meditarmos na nossa promessa e procurando melhorar o nosso quotidiano em função da mesma, contribuindo seguramente para uma sociedade mais justa. Justica é a palavra central da mensagem do Papa Bento XVI, a quem nao leu, aconselho a ler, é um bom motor de arranque para este caminhada.

Sempre Mais Além


Achigã

11 de fevereiro de 2010

22 de Fevereiro - Dia do Pensamento

O que é o dia do pensamento?
Todos os anos Escuteiros e Guias de todo o Mundo celebram o dia do Fundador – dia 22 de Fevereiro - realizando actividades que promovem a reflexão, sobre as mais variadas temáticas, a uma escala global. Esta é uma oportunidade para os escuteiros do CNE integrarem uma actividade mundial que apesar de ter temas diferentes é unânime quanto ao motivo, celebrar o dia do fundador em prol de uma causa maior.

Qual é o tema para 2010?
A Secretaria Internacional do CNE escolheu como temática para 2010 o “Combate à Pobreza e à Exclusão Social” à semelhança da temática do ano Europeu. O tema escolhido pretende fazer com que os escuteiros percepcionem o mundo que os rodeia agindo local e globalmente. “Combate à Pobreza e à Exclusão Social” é o mote para a vivência do dia do Fundador mas também para uma nova atitude de pro-actividade em relação ao flagelo que afecta milhares em todo o mundo.

Como começou o dia do pensamento?
O dia do pensamento (originalmente “Thinking Day”) foi criado em 1926 na quarta conferência mundial das Guias e Escuteiras. Durante a conferência foi considerado que seria importante existir um dia especial para as Guias e Escuteiras em todo o mundo. Um dia em que dedicassem tempo a “pensar” umas nas outras e a agradecerem a todas as outras Guias e Escuteiras irmãs. Escolheram o dia 22 de Fevereiro para o “Dia do Pensamento” porque era simultaneamente o dia de aniversário de Baden-Powell e da sua mulher Olave, chefe mundial das Guias.

8 de fevereiro de 2010

Março é Mês da Juventude em Loures mas também de Limpar Portugal!



E vai ser no dia 20 de Março que iremos também participar na maior acção cívica de limpeza das paisagens do nosso Portugal! Vamos juntar a iniciativa da Câmara Municipal de Loures do Mês da Juventude, com a acção Limpar Portugal, e deixar o Mundo um pouco melhor do que o encontrámos! E tu, já marcaste na tua agenda este dia... é fácil, basta escrever "DIA L" e estar pronto para um dia de convívio e de serviço. Brevemente teremos mais informações.